
Que ordem para trabalhar os livros e sermos trabalhados? Um dia descobrimos ser guiados neste avançar. Deleitemo-nos. Deixemos o seu apelo vibrar profundamente no nosso ser. Busquemos a via. Percebamos que a VIA DE FOGO chama de longe num apelo ardente. Integrados no espírito verdadeiro da Comunidade de Maitreya, saboreemos a ambrósia impregnada em cada palavra de fogo em cada linha. A porta é, de facto, e de momento, o trabalhar perseverante e progressivo de toda a série AY. As leis habituais da via do discipulado farão o resto. Tenhamos coragem, companheiros de viagem. Se quisermos, a nossa hora está a chegar… A regra de ouro é Acção ígnea, Beleza resplandecente, Cultura do Amor Sublime Universal.
Entremos na seara ardente e seleccionemos aqui e ali o que parece refulgir:
Trago um talismã para todos:
(FJM1, § 199)
Quem proclamar Beleza será salvo.
O Meu Livro deve ser melhor compreendido. O Ensinamento de como andar na Terra é revelado a quem considera vivo o céu. Um instrutor é quem pode andar firmemente na Terra. Repito que não deve haver renúncia à vida terrestre sem compreensão plena de sua manifestação. Devem compreender-se com sensibilidade os acontecimentos de cada dia. Quando a hora chegar, até uma formiga pode vir como mensageira.
(FJM2 § 107)
Mesmo quando a consciência está a ser notavelmente aprofundada, podem existir horas difíceis. Pode parecer que a ligação com o Instrutor não existe, e que o Instrutor não existe, mas diz quem sabe: “Maya, fora! Conheço a minha ligação com o Instrutor”. Muito pode aparecer no caminho das ideias pessoais fora do Ensinamento e quem sabe dirá: “Maya, fora! Eu conheço os fundamentos do Ensinamento”. Pode parecer que quem está privado de todos os colaboradores é obrigado a carregar o fardo, mas quem sabe dirá: “Maya, fora! Sei que os colaboradores verdadeiros estão disseminados sobre a face da Terra!”.
(NEC, § 201)
O Ensinamento cresce em espiral como tudo o que existe. Abençoado é quem compreende a natureza espiralada do Fogo. O cimo da chama era representado pelos antigos como uma espiral estirada.
(AY, § 413)
O elemento do Fogo expressa, de maneira muito vívida, o começo do movimento. Podem afirmar que estão a praticar o Agni Yoga, se nem mesmo compreenderam o início do fogo interior?
A aspiração pura produzirá lampejos de fogo.
Podem encontrar pessoas que rejeitam o Ensinamento por completo. Não tentem convencê-las. Nosso Ensinamento não faz campanha; mas indica e destina-se a quem já deseja aperfeiçoar-se. Alguns podem escolher para si uma página favorita, permanecerão com ela, mas não com todo o Ensinamento. Outros farão de conta que respeitam o Ensinamento e porão o livro debaixo do travesseiro, enquanto dormem. E ainda outros falarão do seu amor ao Ensinamento, mas não renunciam a um só hábito. Mas os predestinados virão!
(AY, § 543)
Cada um deve encontrar a chave para o Ensinamento em seu coração. A compreensão do Ensinamento universal pode abrir a criatividade do espírito. A Imagem do Instrutor pode prover um caminho iluminado para a expansão cósmica.
(I1, § 60)
O Ensinamento do Oriente relativo ao Yoga é incompreensível à mente ocidental e o coração não sente a sua beleza. Por isso, a evidência da não compreensão impede a aproximação ao futuro. É essencial afirmar a nova aproximação ao futuro. É essencial afirmar a nova aproximação por meio da aceitação do conceito do Instrutor.
(I2, § 95)
Nosso Ensinamento dará asas à humanidade e abrirá o caminho para o Infinito.
(I2, § 124)
Nossos cooperadores próximos, tendo aceite a beleza do Ensinamento, serão fortalecidos pela vibração magnética.
(I2, § 158)
Aqueles que compreenderam Nosso Ensinamento devem aproximar-se com muito cuidado da determinação de suas próprias acções. O futuro luminoso está a ser criado sob Nosso Escudo. Não se pode conquistar a não ser por aspiração pura; porém, os grilhões do egoísmo cercam de incompreensão o Ensinamento. Por isso, é tão importante penetrar na natureza da aspiração manifestada. Na verdade, as muitas possibilidades amplas trarão uma compreensão ampla. Eu o afirmo.
(I2, § 334)
O Regente de Shamballa revela três Doutrinas à humanidade: o Ensinamento manifestado por Maitreya convoca o espírito humano para o Nosso mundo criativo; o Ensinamento de Maitreya determina o infinito no Cosmos, na vida e nas conquistas do espírito; o Ensinamento de Maitreya guarda o conhecimento do Fogo Cósmico como o desabrochar do coração que inclui a manifestação do Universo.
(H, § 7)
Perguntarão: “Porquê primeiro Infinito, em seguida Hierarquia e depois Coração? Por que não o contrário?” Pois, primeiro, a direcção, em seguida, a ligação e só então o meio.
(C, § 6)
O Ensinamento de vida é derramado incessantemente sobre a Terra e durante todos os tempos. É impossível imaginar a existência terrena sem esta ligação com o Mundo Invisível. Como âncora de salvação, como luz que guia, o Ensinamento fortalece nosso avanço entre as trevas. Mas em meio ao derramamento da Graça, como nas ondas do mar, pode perceber-se o ritmo com crescimentos decisivos especiais, então aparecem os Ensinamentos. Assim, pode explicar-se o ritmo de todo este mundo com crescimento e submersão, em outras palavras, traçar a evolução da existência.
(C, § 17)
Pode perguntar-se qual a relação do Nosso Ensinamento com o que já foi dado por Nós através de Blavatsky. Respondam que, em cada século, depois da manifestação de uma exposição minuciosa, é dada uma culminação conclusiva, que move realmente o mundo na linha do humanismo. Assim, o Nosso Ensinamento inclui a “Doutrina Secreta” de Blavatsky. Do mesmo modo, o cristianismo foi a culminação da sabedoria do mundo da época clássica e os Mandamentos de Moisés foram a culminação do Antigo Egipto e da Babilónia. Todavia, é necessário compreender o significado dos Ensinamentos ramificados. Espera-se que as pessoas não só leiam os Nossos livros, como os aceitem sem demora, pois falo brevemente do que precisa de ser lembrado. Quando Eu falo da necessidade do cumprimento de Minhas Indicações, peço-vos que as cumpram com precisão total. Eu posso ver mais claramente e vocês precisam de aprender a seguir a Indicação, que visa o vosso próprio bem. Um homem foi atropelado por um comboio só por caminhar sobre os carris, mas ele havia sido avisado e não deveria tê-lo feito.
(MA1, § 79)
O Ensinamento deve ser lido em condições diferentes, contudo o efeito não será sempre igual. Em tempo de consternação o Ensinamento trará tranquilidade, consolo em tempo de aflição, afirmação em tempo de dúvida, mas, a fim de absorver a realidade do Ensinamento, devem superar-se as sensações ocasionais pela penetração no tesouro da Hierarquia. O Ensinamento tem sido dado não só para consolo, mas para progresso na escala de ascensão. Na verdade, nas condições especiais do mundo, um aprofundamento da compreensão é particularmente difícil.
(MA2, § 285)
O Ensinamento é dado em sucessão sem fim com o propósito de afirmar as revelações ardentes e executar as leis superiores, e, seguindo o mesmo princípio que governa os pólos magnéticos, só pode ser dado a um espírito ardente que está alinhado com a Hierarquia há milénios. A acção ardente intensificada estende-se por milénios. A fusão de consciência é forjada num período de milénios. O caminho unificado constrói-se e pavimenta-se durante milénios. Os corações são fundidos num Grande Serviço durante milénios. A Lei Cósmica é imutável e deve compreender-se que a sucessão do Ensinamento é afirmada durante milénios. Há muitos que tentam transgredir este grande direito, mas um Direito Cósmico é dado a um criador no Mundo Ardente. Portanto, a humanidade deve purificar a consciência para a compreensão do grande Direito de sucessão.
(MA3, § 21)
Confio o Ensinamento a cada um que vive em todos os mundos. Não considerem tal definição inaplicável. Na verdade, o homem vive em todos os mundos. Em cada dia, ele visita os mundos, mas não está consciente destas ausências momentâneas. Somente alguns se apercebem da sensação de estar ausente. Não necessita de tempo extensivo o espírito que existe fora do tempo. Tais sensações são muito características de consciências desenvolvidas.
(AUM, § 334)
Cada fase do Ensinamento responde a uma necessidade particular da humanidade. O tempo presente é distinguido pelo abalo da moralidade. A ajuda do Ensinamento deve ser dirigida para a afirmação dos fundamentos da moral. As descobertas da ciência seguem um caminho diferente do modo de viver; daí resulta uma espécie particular de selvajaria, que está na posse de instrumentos científicos. Uma minoria de trabalhadores altamente iluminados eleva-se como ilhas raras num oceano de ignorância. Literacia não é iluminação de modo algum; por isso, o conselho é dado para reforçar o coração como o ponto focal de iluminação. As indicações medicinais e científicas são dadas; elas devem ajudar a restaurar a saúde física e espiritual. Quanto mais espontaneamente estes conselhos forem aceites, tanto mais forte será a sua acção. O embrião do entusiasmo desenvolve-se numa bela inspiração. Uma gota de bondade é transformada em bem efectivo. Um grão de amor cresce num belo jardim. Então, quem censuraria um desejo de ajudar um vizinho?
(F, § 220)
Também é precisa unidade onde o Ensinamento estiver a ser lido. A leitura só por si não é um escudo. Deverá haver uma alegria especial na assimilação do que está a ser lido. Durante o dia, cada um pode aplicar algo do Ensinamento; vem então a alegria da unidade.
(F, § 222)
Um cego pode não perceber um acontecimento visível a outros, mas todos podem entender o Supraterrestre aprendendo a compreender as muitas propriedades da energia fundamental.
(S, Prefácio)
Está certo quem pensa do Supraterrestre como o Altíssimo. “Assim em cima, como em baixo”. Que este ditado antigo sirva de guia para a cognição das forças do Supraterrestre.
Urusvati sabe que muitas vezes um pensamento curto, rápido como um relâmpago, tem mais valor que uma contemplação demorada. Mas isto não se compreende logo. As pessoas pensam que profundidade artificial é mais forte que um pensamento rápido, não entendendo que o pensamento ágil pode evidenciar influência superior. Os pensamentos longos e reflectidos podem ser geralmente atribuíveis a origem terrestre, sendo muito mais difícil determinar a origem de um pensamento fugaz, cuja velocidade é tal que não se pode compreendê-lo totalmente nem expressá-lo.
(S, § 250)
Tais mensagens lidam com os conceitos mais grandiosos. Mas são mal interpretados com frequência, sendo distorcida a subtileza do seu significado, desaparecendo geralmente sem deixar rasto. Somos com frequência a origem destas mensagens, que Nós enviamos para o bem geral da humanidade sem saber quem as receberá. Assim se geram pensamentos em diversos lados do mundo.
Não se deve esperar um acontecimento extraordinário para exercitar a vontade. A vontade mais invencível crescerá no meio dos acontecimentos da vida diária. Não basta repetir simplesmente sobre a qualidade da vontade; deve ser adquirida interiormente como um impulso psíquico. A vontade é fornecida pelo labor. As pessoas revelam o seu grau de poder de vontade em todos os embates.
(S, § 456)
A mente humana flui pelo comando da vontade, devendo a percepção disto ser como uma abertura dos portões, não uma escravização. A educação verdadeira da vontade vai a par do primeiro despertar de consciência. Embora o homem seja capaz de perceber a vantagem da vontade disciplinada desde os primeiros dias de vida, nem todos conseguem dominar uma vontade descontrolada.
Urusvati sabe que inspiração, exaltação e também entusiasmo, como se diz, tem de ser mantido conscientemente. Mas paciência, contenção e tolerância também são criadas conscientemente. É um erro supor que as recompensas do autodesenvolvimento vêm do nada; um coração ardente vive nas profundezas da consciência. O homem deve percebê-lo, deve salvaguardá-lo amorosamente e deve convocar as suas forças. Só então pode ser dada ajuda exterior.
(S, § 704)
Mesmo um simples mecânico entende as leis básicas da aplicação da energia. Muito mais o pensador deve adoptar a aplicação das suas aptidões. Portanto, quando Nós falamos do Supraterrestre, falamos de acordo com os fundamentos da natureza humana. Assim, nas tuas exposições sobre o aperfeiçoamento da vida, usa os exemplos mais comuns. A maioria das pessoas é boa ouvinte quando se lhes fala com palavras simples. Uma palavra simples é uma grande dádiva.
O Pensador disse: “Procura o mais simples sobre o Grandioso; o amor só entra através de um portão franco.
O Pensador ensina: “Aprende a compreender a gratidão. Construirá a Morada do Bem.”
(S, § 955)
Em relação à alegada influência oriental no Ensinamento de Ética Viva vamos ser objectivos e perguntar-nos se existe ensinamento de filosofia algum que não tivesse nascido no Oriente. A nossa chamada filosofia ocidental é um mero reflexo do pensamento oriental. O próprio Cristianismo veio de Mãos Orientais. Por isso, para se perceber completamente o Ensinamento de Cristo, é necessário ser oriental por nascimento ou estudar fundamentalmente as doutrinas sobre as quais se construiu o Ensinamento de Cristo.
(CHR1, 1934-06-14, p. 234)
Certamente que o Cristianismo de hoje e o Ensinamento original do próprio Cristo são duas coisas completamente diferentes. Tal como o lamaísmo de hoje e o Ensinamento original de Buda Gautama são completamente opostos.